quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Recaida.

E novamente, a lágrima cai, dolorosamente cai de um olhar já cansado, um rosto inrrustido, com traços de uma vida, sem ser vivida , a lágrima com seu trajéto novamente passa, fase á fase, parecendo que a cada uma delas, a dor aumenta, ela rola no canto do rosto, com fervôr, com dor, com tudo, menos amor, e na garganta o silêncio de um grito sendo calado, o soluço sendo preso, no peito a dor de um caminho imcompleto, e a lágrima continua caindo, como se fosse de um penhasco sem fim, sem terra firme pra sustentar qualquer movimento. A lágrima queima, como lâmina face, arde como um tápa, dói como uma faca fincada no peito, é assim que a lágrima cai, e de um lado apenas um caminho chamado solidão, e do outro um cujo nome chama-se DOR, e qual deles seria menos doloroso de se caminhar ? " e ao teu lado apenas solidão se sente..", e do outro não preciso nem referir, qual deles há menos pedras e obstáculos no trajéto? qual deles os espinhos não nos perfuram, e as rosas são mais vermelhas e perfumadas? qual dos dois rumos as lágrimas deixariam de cair, e se teria lugar a mais no rosto para o sorriso ? Eis que surge a questão, e mais uma dúvida que a somente a vida pode nos decifrar. E ao lado, apenas marcas... e a solidão refletida nos retratos da parede.

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